4 de abril de 2009

Conquista

Livre não sou,
que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!

Miguel Torga, in "Cântico do Homem"

1 comentário:

nadia disse...

ConquistaS! :) *