2 de novembro de 2008

silêncio insurdecedor, mas vazio

Há precisamente dois meses que me remeti a um silêncio profundo.
Um silêncio que urgia em mim. Daqueles silêncios necessários para a concentração, para a reflexão profunda.
Mas quanto mais me remeti a esse silêncio, mais o barulho da minha ausência de palavras se tornou insuportável. Porque um turbilhão de emoções que não são "dizíveis" atacou o meu ser, tornando insurdecedor qualquer espaço e tempo para pensar.
Só que quando torno possível o tempo e o lugar para expressar tudo quanto pensei nestes dois meses, só me ocorre o vazio.
Durante 60 dias os meus pensamentos foram tão pouco meus que nada ficou deles dentro de mim. Por momentos não me reconheço, não revejo no eu que fui o eu que efectivamente sou.
Fui ausente, fui cinzenta, foi "fazente" não pensante...
No turbilhão das emoções insurdecedoras, não era eu quem sentia, porque não era eu quem pensava. Mas o pior, é que o "contentor" em que vivemos que nos condiciona os pensamentos continua a não me dar espaço nem tempo para o meu "eu" maior caber.
E enquanto lutamos pelo espaço que nos é devido, eu procuro não me calar.
Só que o barulho das emoções insurdecedoras em mim que não sou eu que sinto, não me deixam ouvir o que tenho para dizer... e para pensar.

3 comentários:

Marco Oliveira disse...

Bem-vinda ao mundo real(virtual) :) Bj

nadia disse...

Senti a tua falta... se puder fazer-te sorrir... *

jb disse...

E fazes... Sempre!