28 de abril de 2008

Notícia espantosa

Fazia eu uma ronda rápida pelas manchetes dos jornais e não quis crer. Pasmem-se com esta notícia do Público!!!
A Ericeira, a minha Ericeira, foi multada! A nossa Junta de Freguesia, que tanto tem feito em prol do bem ambiental foi multada pelas acções ecológicas que tem desenvolvido.
Neste momento, pouco me aquecem as cores políticas e muito menos me amolece a necessidade de receitas do Estado. A ponderação financeira, de meia-dúzia de tostões (que é do que se trata por referência às contas do Estado), está a sobrepôr-se a uma inestimável mais-valia que aqui temos conseguido à custa da imaginação, inovação, vontade e esforço da nosso Junta.
A Justiça falha aqui pelas mãos da ASAE.
Deixem as nossas viaturas em paz, deixem lá o dinheirinho...
Pois, a gasolina dava mais jeito, não era? Tanto imposto perdido...

26 de abril de 2008

Ken Lee

Não queria acreditar! É só rir!

25 de abril de 2008

As mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre, O Canto e as Armas, 1967

18 de abril de 2008

Ser diferente

«Estás diferente!»
Frase simples e semânticamente neutra carregada de conotações negativas.
Normalmente usamos esta frase quando as pessoas agem de forma inesperada daquilo que previmos, de acordo com o ficheiro a que cada um corresponde na nossa cabeça.
Só que as pessoas não são ficheiros, são pessoas. E enquanto pessoas evoluem, não se coadunam com uma informção inscrita e esquecida nos baús da memória. O nosso conhecimento dos outros tem de ser actualizado, para que nada nos escape e possamos reconhecer sempre as pessoas que nos rodeiam.
No entanto, esta frase não deixa de ser verdade - estamos sempre diferentes. Diferentes de há 6 meses, 1 ou 5 anos. Diferentes, porque, desse ponto de partida para cá, vivemos, e a vida transforma as pessoas, transforma o que pensamos dela, dos outros e de nós próprios.
Afinal estamos sempre a mudar, e cada conversa, cada momento, cada fase, cada lição altera o nosso modo de viver e de pensar e não há ninguém em consciência que não veja isso.
Por isso, é verdade, estamos diferentes.
O importante é irmo-nos conhecendo sempre ao longo do caminho.

11 de abril de 2008

Verdadeiramente mentirosos

Não se deve mentir...

Esta regra é ensinada hipocritamente pelos adultos às criancinhas, numa tentativa vã de controlar o que estas fazem, e o que lhes é feito. Enquanto a criança não mentir, os responsáveis poderão sempre perguntar e ficar a saber tudo o que se passa no seu dia-a-dia.

Até que um dia a criança ouve a mesma pessoa dizer uma mentira.
É-lhe explicado que neste caso não se podia dizer a verdade, que é uma situação sem precedentes nem exemplo.
A criança até acredita, mas cresce.

E quando cresce descobre que toda a gente mente.
Há sempre uma situação que leva alguém a mentir.

Obviamente que há mentiras e mentiras.
As grandes, as de perna curta, as piedosas, as mentirinhas e as maldosas.
Mas a verdade é que todos mentem. E aqueles que dizem que não o fazem, começam exactamente nesse momento a mentir.
Há situações em que a mentira não tem desculpa. São aquelas em que a mentira serve para não ter trabalho, para não ter cuidado. São aquelas em que a verdade surtiria o mesmo, ou melhor efeito, se fosse dita de uma forma meiga, ou cuidada, ou calma.
Às vezes, as pessoas aguentam e apreciam mais a sinceridade do que julgamos e preferem uma verdade dolorosa a uma mentira ligeira.

Porém, a mentira pode ser um mal menor. Naquelas situações em que a verdade traria prejuízos irreparáveis às relações entre humanos, prejuízos evitáveis e desnecessários. Ou porque a verdade não é nossa, ou porque simplesmente não tem importância.

Com sinceridade, felizmente, de quando em vez, somos uns grandes mentirosos!

7 de abril de 2008

Conversas na esplanada!

Duas pessoas conversam.
Sorriem, gesticulam, tocam-se levemente.
Falam baixo, sussurram, inclinam-se para trás e para a frente para se fazerem ouvir.
Olham-se nos olhos, esquecem quem as observa.
O assunto até pode ser banal, mas naquela conversa trocam-se mais do que palavras.
Trocam-se olhares, ideias, emoções, sentimentos.
quem de longe espreita conclui: "São namorados" ou "são amigos íntimos".
Podem ser isso tudo...

As mesmas duas pessoas conversam.
O seu olhar perde-se em pormenores do ambiente que os rodeia: alguém que entra no bar, um café que é servido, o papel do açúcar rasgado com as mãos.
Os silêncios são embaraçosos e tal nota-se pelo posicionamento dos "conversadores", afastados, com os troncos apontados em direcções opostas.
Quando os olhos se cruzam, disparam faíscas, as bocas abrem-se e atropelam-se palavras armadas.
O tom é alto, suficientemente alto para ser intercalado por um "shiu!, fala mais baixo, estão todos a olhar...".
O assunto até pode ser banal, mas naquela conversa trocam-se mais do que palavras.
Trocam-se olhares, ideias, emoções, sentimentos.
Quem de longe espreita conclui: "São namorados" ou " são amigos íntimos".
Podem ser isso tudo...

Isto é ser-se constante ou inconstante?

6 de abril de 2008

Cancún

Entusiasmo, euforia, risadas, clicks, stress, cansaço, seca, Cancún.
Alegria, risadas, maravilhada, calor, clicks, descanso, Cancún.
Sono, seca, risadas, calor, clicks, música, bebida, Cancún.
Passeios, confidências, risadas, clicks, banhos, festa, Cancún.
Grupos, amizade, risos, choros, carinhos, abraços, Cancún.
Nostalgia, saudade, risadas, sorrisos, música, segredos, Cancún.

Se estas palavras puderem descrever o que vivi...
Vocês, os 9, ao lerem isto, saberão identificar-se com as palavras que servem a cada um!
Beijos