21 de abril de 2010

Não lhe fales

"Um dia, o mais provável é tornares-te num chato, deixares de sair à noite e comerçares a levar-te demasiado a sério.
Nesse dia vais começar a vestir cinzento e beje, pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó.
Vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente. Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias. Nesse dia vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento. É oficial, vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então, vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te como se faz um quantos-queres ou um barco de papel. Vais ficar nervosinho se não trocares de carro de quatro em quatro anos e desatinar se o hotel onde ficares não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto.
Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada e a não fazer nada porque "vai-se andando" e a vida é mesmo assim.
Vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes, que não deves, que tens vergonha.
Vais ser mais triste.
Nesse dia, o mais provável é que também deixes de beber refrigerantes,
Aqui fica uma ideia: Quando esse dia chegar,
Não lhe fales."

Palmas para a campanha publicitária que mais me tocou nos últimos termos. Porque como disse alguém "nesse dia é tudo verdade"!

19 de março de 2010

NÃO...

Não gosto de injustiças.
Não gosto de perder tempo,
Nem de conversas intermináveis sem motivo nem assunto.
Não gosto de chuva.
Não gosto de côco.
Não gosto que me façam de parva,
Nem que me escondam verdades.
Não gosto de pessimismos.
Não gosto de egoísmos,
Nem de desrespeito,
Nem de telefonemas que não acontecem.
Não gosto de trânsito,
Nem que me observem enquanto estaciono.
Não gosto de gente inerte.
Não gosto de café frio.
Não gosto de falar de doenças, nem de sangue, nem de coisas que me põem nervosa...

Não gosto de tantas coisas...

Mas gosto de tantas outras mais!

Porquê de tantas coisas que existem me aparecem tantas destas que não gosto? :)

5 de fevereiro de 2010

Era do abate

Depois da resolução de ano novo assumida, o difícil é pôr em prática.

Para facilitar a minha tarefa, obrigar a minha preguiça e vincular-me, aqui escrevo que comecei hoje o meu plano de abate à gordurinha instalada!

Amigos, neste momentos todos têm título executivo contra mim, por documento de reconhecimento de dívida!

Se no verão não se virem resultados, lá terei de me vir aqui redimir! :)

21 de janeiro de 2010

Tô voltando!

Para ouvir em:
http://www.youtube.com/watch?v=YLDMJa72zDc


Magnífico sambinha!

20 de janeiro de 2010

Fotos

Há qualquer coisa de místico num flash nocturno de óculos escuros, misturado com um beijo maroto, e com um abraço despreocupado...
Há simplesmente uma essência que emana dessa lembrança como o cheiro do bolo de chocolate acabado de fazer ou do mar na ponta de Sagres e que me pinta o dia de azul mar e amarelo torrado, cores quentes doutros momentos doces, que hoje relembro num tom sépia, reservado às memórias mais sublimes!

18 de janeiro de 2010

Gosto de me encostar no teu ombro. Funciona como uma espécie de terapia em que não preciso de dizer nada, mas os pensamentos ruíns esvaem-se da minha mente, qual fio de prata escorrendo lentamente entre os meus olhos, colando-se ao ar, descolando-se de mim. Parece que por indução, pelo simples toque da tua pele quente, tudo corresse fora, em direcção à foz, para longe de mim, e deste leito onde me deito.

Sorris e beijas-me a fonte. E nesse beijo levas-me contigo, nesse carinho revolves-me por dentro, encontras-me escondida, pegas-me, reviras-me, revoltas-me, mas trazes-me paz, a tua paz. A Paz de quem não espera mais do que um olhar meigo, do que um sorriso enviado à distância, a paz de quem procura apenas estar, ser, e não correr, espernear e fazer.

Se os meus pensamentos escorrem pelo teu corpo, porque não pode essa paz colar-se por osmose à minha pele? Porque quero sempre mais, mais vida, mais doce, mais bulício, mais festa, mais paixão, mais e mais? E se sei que quero tudo isto, sempre, porque quero o seu contrário e simplesmente desejo ardentemente mais paz, a Tua Paz?

13 de janeiro de 2010

Fim

"As pessoas crescem, mudam e as suas prioridades também (...). Todas mudámos e para mim deixou de fazer sentido. A minha vida neste momento não é aí, mas espero que volte a ser. (...) é por pouco tempo e tenho de gerir bem esse tempo. (...) Lamento que a minha prioridade não seja estar com vocês as duas, mas na realidade há muito tempo que deixou de fazer sentido para mim. Nunca vos deixarei de falar e ficarei sempre feliz pelas vossas vitórias, e quando vos vir na rua, falar-vos-ei com carinho. Mas deixou de fazer sentido os jantares, os carnavais, e a amizade que tínhamos antes. Continuo a gostar de vocês porque fizeram durante muito anos parte da minha vida, mas há alturas em que cada um segue o seu caminho. É natural."

E assim, partiste. Como já sabia há muito tempo que tinhas ido, sem nunca ter acreditado que era mesmo isso que querias.

Já vi terminar muita coisa. Já vi muita coisa terminar solenemente, com aspecto oficial. Mas nunca tinham terminado comigo uma relação de amizade. Não assim, não a três, não sem razão, não por mensagem.

Foi pouco digno de nós...

Para conhecimento de todos, para que saibam que qualquer dia algum dos vossos amigos do coração quer simplesmente deixar de o ser, de todo.

Um comentário apenas: há coisas que a mim não me fazem sentido!