18 de janeiro de 2008

O Sétimo Selo



Este foi o último companheiro de altas horas da noite, de cinco minutos antes de sair de casa, do café na esplanada... Foi o último livro que li e também o último publicado deste autor que tanto aprecio.

Primeiro uma nota ao autor: de escrita fácil e compreensiva, descritiva q.b., dinâmica e moderna, José Rodrigues dos Santos é fácil de agradar. É sem dúvida um dos meus eleitos na literatura que chamo "de entreter".

Escolhi dedicar um post a este livro não porque seja o meu preferido (nem de todos, nem do autor), mas porque o achei muito bom e muito acutilante. Seria recomendável que todas as pessoas o pudessem ler. Porquê?

Porque denuncia de uma forma sustentada, demonstrada e com bases científicas o futuro do nosso planeta, o futuro das nossas vidas e isto a um prazo muito mais curto do que o esperado.

Não sou ecologista activa nem nunca me tinha interessado de modo especial por este tema, mas, sem entrar demasiado na "estória" do livro para não desvendar surpresas, gostaria que soubessem que me senti arrepiada, assustada e totalmente surpreendida com aquilo que se poderá passar à nossa volta.

A mensagem é pessimista e creio que as coisas podem não ser rigorosamente do modo como são pintadas no livro. Mas nunca é demais a informação nestas áreas. Este livro tem a vantagem de a prestar de uma forma tão interessante que ficamos presos a ele até à última linha!

Fica então a sugestão de leitura!

Diz que até não é um mau blog!


Por incrível que possa parecer a todos os leitores (e a mim também), o meu querido amigo GAIVS OCTAVIVS do blog O arrebol premiou-me com o título "Diz que até não é um mau blog"!!

Para além de lisonjeada, fiquei surpresa e queria agradecer ao autor a gentileza. :)
Assim sendo, dedico este post a esta pérola de prémio e venho cumprir as regras do jogo, a saber:
1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, ou mais ou menos, ou razoáveis.

2. Somente se recebeu o "Diz que até não é um mau blog", deve escrever um post contendo: a indicação da pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; O tag do prémio; As regras; E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.

3. Deve exibir a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.
Os premiados por mim são: (sem nenhuma ordem de preferência)
2. Music is a sound track of my life (http://alexandrafortes.blogspot.com/)
4. Olhares de meu ver (http://pitalim.blogspot.com/)
Parabéns a todos! :)

15 de janeiro de 2008

Carnaval

Está quase aí o Carnaval...
Tenho de confessar que sou adepta incondicional desta época. Adoro a loucura, adoro a diversão, adoro o espírito.
No Carnaval, o mundo é livre e as pessoas são o que querem - vestem-se como querem, nada é ridículo, somos crianças de novo e ninguém leva a mal!!!
Mas o mais divertido é a preparação das noites carnavalescas (sim, porque sou uma carnavalesca noctívaga, não costumo ir aos desfiles durante o dia), é o comprar dos tecidos, os cortes todos tortos, feitos em cima do joelho, a máquina de costura nas mãos de quem nem sabe pregar um botão, as risadas incontroláveis quando tudo corre mal e o resultado final, completamente estapafúrdio e engraçado!!!!
Só tenho pena de uma coisa: embora Portugal tenha tradição de brincar ao Carnaval, cada vez mais há um recurso ao estilo dos nossos irmãos brasileiros, com o descurar da nossa própria maneira de o viver. As bailarinas brasileiras andam semi-nuas porque no Brasil em Fevereiro e Março faz calor. Ora, custa-me ver aquelas bailarinas portuguesas, todas arrepiadinhas, na Madeira e na Figueira da Foz, para dar dois dos muitos exemplos, só de biquini, para imitar as brasileiras a sambar, quando o nosso costume é muito mais o fato do palhaço, do cowboy, do chinês, do zorro e afins...
Ainda não posso revelar quais os meus trajes para este ano, mas para adoçar os curiosos informo que o tema do Carnaval de Torres Vedras é a Banda Desenhada e que, normalmente, seguindo a tradição, me mascararei a rigor!

7 de janeiro de 2008

A velhice


Neste novo ano há um assunto que martela na minha cabeça, fruto de uma frase lida no livro de cabeceira, e para o qual ainda não encontrei uma resposta convincente: o que é a velhice extrema? Como podemos entendê-la, aceitá-la, vivê-la, quer na pele dos nossos, quer um dia na nossa própria pele?
É um assunto que me assusta deveras... Não porque tenha receio das rugas, das dores no corpo, na dificuldade em fazer a vida que hoje faço. Assusta-me, porque neste momento não consigo conceber que a idade possa atrapalhar a minha vida. Quando digo atrapalhar, refiro-me a impossibilitar uma vida auto-suficiente, uma vida com um mínimo de autonomia e dignidade.
Com a idade, a vida muda e adequa-se a cada fase. Mas na última de todas as fases, já não há possibilidade de nos habituarmos e de nos adequarmos... Não há esperança, não há melhoras, o fim certo e breve é a morte. Mas até que esta chegue, a vida torna-se um inferno. Alguém se consegue imaginar a estar todos os dias às voltas nos corredores de um lar sem perceber que o faz? Alguém consegue imaginar-se a não conseguir lavar-se sozinho, a não conseguir ir a casa-de-banho sozinho? Alguém consegue imaginar-se a ir à rua e não saber voltar para casa dentro do próprio bairro onde sempre morou?
Este futuro não está reservado a todos. Os avanços da medicina trouxeram-no só para alguns daqueles que irão morrer de velhos.
A velhice extrema é um conceito que não entendo, e ainda não consegui aceitar. É uma fase que me magoa e me entristece. O sentimento quando olho para os velhotes é de uma pena infinita e de uma vontade de ajudar incontrolável.
O mal de tudo isto é que as ajudas são possíveis... mas não fazem milagres...

29 de dezembro de 2007

Ode à vida

Hoje, dia 20 de Dezembro de 2007, eu vivo...
Nós conjugamos "eu estou", "eu sou", "eu tenho", "eu vou", mas nunca "eu vivo". Porque estamos sempre a ser, a estar, a ir, e esquecemos que na realidade tudo se resume ao verbo primo que é viver.
Mas o mais curioso é que na verdade apegamo-nos muito mais à vida do que ao ser, ao estar, ao ter... No nosso íntimo, trocaríamos tudo isso só para poder viver o amanhã, ainda que sem ter, mesmo sem ir...
Normalmente esta consciência do "viver" só brota nos momentos em que, por alguma razão, temos contacto com o seu antónimo. Quando a doença, a velhice, um acidente, ou a morte de alguém próximo inesperadamente assaltam o nosso viver, que seguia tranquilamente o seu curso, perdido no meio de todos os outros verbos da nossa vida, tomamos, chocados, a consciência do quão importante é o viver e de como gostamos da vida!
A vida, porém, não são só rosas... E nos momentos dos espinhos a cravar no coração, quando a dor é forte e implacável, muitos perdem o amor a estas rosas, esquecem o cheiro da flor e o seu toque... e, no desespero, conjugam o verbo do avesso...
Que a vida seja sempre mais flor que espinhos para todos, para que perante os espinhos possamos sempre gritar "eu vivo" e tomar consciência da beleza pura e do valor incalculável da oportunidade de viver aqui e agora!

23 de dezembro de 2007

Natal

Voltei após uns dias de intenso labor académico, em que estive imersa em frequências, notas e muito "stress", sem tempo para o básico, como sentar-me em frente ao PC para escrever um pouquinho.
A verdade é que acho que estes últimos dias queimaram os poucos neurónios que funcionavam, pelo que a inspiração também se desvaneceu.
Mas como esta época não se presta a grandes assuntos que não se reconduzam ao Natal, também não há grande problema, fale-se então do Natal.
Do Natal já muito ficou dito, por muita gente. Mas no fundo, o Natal assinala o nascimento de Jesus e é por isso que 2000 e tal anos depois andamos todos vestidos de vermelho e de barbas brancas, atarefados a gastar dezenas de euros por dia e a passar o tempo nas filas das caixas das lojas...
Espera, esta frase não faz sentido... Porque a causa não deveria levar a este efeito...
Pois é, que este Natal seja tempo de repensarmos quais os valores que devemos guardar no Natal, mesmo para aqueles que não são Cristãos e que se revêem nesta quadra familiar e de festa, e que a oferta de presentes possa ser um sinal de lembrança e partilha e que o Pai Natal possa ser o velhinho bondoso que nos lembra a necessidade de sermos bons e nos portarmos bem...
Feliz Natal para todos!!!

9 de dezembro de 2007

Carregar um mundo às costas...
























Ruas de Barcelona